No encerramento, vocalista do Maná cria desconforto
No encerramento da cúpula, o tema “Juventude e desenvolvimento” recebeu destaque com a presença dos cantores Shakira, Alejandro Sanz e Fher. Mas diferentemente da abertura, na qual milhares de jovens salvadorenhos haviam desfrutado de um show variado, o fim do evento teve um certo sabor burocrático.
Os chefes de Estado assinaram a Declaração de San Salvador, de 41 pontos, aprovada na quinta-feira, assim como uma série de documentos adicionais. Os músicos apresentaram o projeto “Infância precoce”, da Fundação Alas, para crianças até seis anos.
Álvaro Uribe se dirigiu a Shakira: “Nos sentimos muito orgulhosos que você, ainda quase uma criança, depois de ter alcançado esse reconhecimento mundial por seus talento, esteja empenhada nessa causa tão nobre”.
A única nota dissonante foi colocada por Fher: “Não sei se seja justo incluir a Espanha e Portugal em algumas das enfermidades que sofre a América Latina”, disse o vocalista do grupo mexicano Maná, “mesmo que talvez seria correto, sim, fazê-los parte das causas”.
Desta vez não houve nenhum conflito remotamente parecido com a disputa de Hugo Chávez e Daniel Ortega com José Luis Rodríguez Zapatero e o Rei Juan Carlos I, como na Cúpula anterior. O monarca havia abandonado o recinto depois de duras críticas de Ortega à multinacional de energia Fenosa e à embaixada espanhola, pela sua atuação na Nicarágua.
Reconciliados?
“Podemos dizer que já estão restabelecidas as boas relações entre o governo espanhol e particularmente com a Venezuela e a Nicarágua”, declarou Ortega, depois de voltar a seu país.
Mas a resistência de alguns governos a aceitar a posição desejada pela Espanha como primus inter pares ficou evidente, particularmente na atitude de Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente brasileiro limitou sua presença na Cúpula a poucas horas, e seu governo, que deveria ser o anfitrião da Cúpula de 2011, ainda não deu luz verde a esse desejo da Secretaria Geral Ibero-americana.
Oportuna a intervençao do Fher do Maná, aliás após a opressão sofrida pelos latinos americanos por portugueses e espanhóis e a herança de destruição e doenças deixadas por ambos, até hoje sofremos as consequencias nefastas de tudo isso. E, eles, com toda a prepotencia adquirida após fazerem parte da União Européia, ainda tem a “cara de pau” de virem reivindicar benesses na América.
Certíssimo o Fher!!!…
Comentário por Herbert — novembro 1, 2008 @ 3:04 pm
Viva Fher!
A Espanha e Portugal continuam presentes em nossas vidas através de seus negócios na A. Latina. Para eles ainda somos seu quintal, suas colonias. Para eles somos toscos e necessitamos ser tutelados porque ainda não atingimos a maioridade. Bom exemplo disso é o Rei mandando Chaves calar a boca. Na verdade, como eles não conseguem fazer negócios na Europa, Asia e América do Norte, eles tentam impor sua supremacia comercial na A. Latina. Parabéns Fher, eu já gostava muito da música do Maná, agora gosto de vocês também porque são politizados e corajosos.
Comentário por Arrigoni — novembro 1, 2008 @ 7:03 pm