Equador propõe virada eco-social
Sem dúvida, Rafael Correa tornou-se um dos personagens principais da Cúpula. Depois de uma breve alusão à predominância do afã pelo lucro sobre os valores da solidariedade, o dinâmico presidente do Equador falou sobre uma “nova arquitetura financeira regional” e um “conceito da contaminação evitada”. Seu discurso na plenária foi dos mais carregados de proposições.
Correa, um cristão de esquerda de 45 anos, lidera em seu país uma “revolução cidadã”, desde o início de 2007. Em setembro, o governo e os movimentos sociais – que mantêm uma relação bastante conflituosa – conseguiram um contundente respaldo da população para sua nova Constituição, provavelmente a mais inovadora na América Latina.
Por exemplo, pela primeira vez no mundo, a natureza é considerada como “sujeito de direitos”. “Se a justiça social foi o eixo das lutas sociais no século 20, os conflitos ambientais serão o mesmo no século 21″, disse Alberto Acosta, ex-presidente da Assembléia Constituinte e um dos pioneiros no debate sócio-ambiental latino-americano.
Antes de uma recepção na embaixada do Equador em San Salvador, Correa voltou a definir as grandes linhas de seu projeto ecológico. Sua ênfase foi sócio-econômica. “Ao converter os países do Sul em exportadores de serviços ambientais, poderia se dar uma mudança revolucionária nos intercâmbios internacionais”, manifestou. “Haveria que compensar os países que evitam a contaminação, e isso também revolucionaria as políticas energéticas - e seria um ato de justiça econômica”.
O presidente equatoriano espera que a proposta tenha “imensas implicações. A América Latina finalmente teria sua justa compensação pelos imensuráveis serviços que está fornecendo para a vida de todo o planeta, sem ter que recorrer à cooperação ou caridades”.
O projeto piloto que Correa já apresentou na ONU e na Organização dos Países Exportadores de Petróleo é a iniciativa Yasuní-ITT. Trata-se de uma proposta desenvolvida pela ONG Acción Ecológica em Quito, para evitar a exploração de petróleo no parque nacional Yasuní, na Amazônia equatoriana.
Segundo o governo, a proposta consiste em manter o petróleo do projeto ITT no subsolo indefinidamente, a menos que um esforço conjunto da comunidade internacional compense o Equador com um mínimo de 50% dos investimentos de uma eventual exploração. O Equador, por sua parte, renuncia a cerca de 1 bilhão de barris de petróleo cru pesado do campo ITT, se compromete a manter cerca de 432 milhões de dióxido de carbono no subsolo e se compromete a transformar esse capital natural em um capital financeiro que lhe permimta gerar uma troca energética de pequena escala.
Inicialmente, o Equador mudou o dado de 300 milhões de dólares anuais que empresas e governos dos países industrializados ou cidadãos poderiam aportar. Ainda que a iniciativa havia recebido várias declarações de apoio, pouco dinheiro foi liberado. “Era como pedir um favor”, contou a chanceler María Isavel Salvador a Terra Magazine.
“Por isso, fizemos uma mudança no projeto, que agora já está consolidado. Queremos que reconheçam esses “bônus de garantia Yasuní” como bônus REDD (Reduzindo Emissões causadas por Desflorestamento), do processo pós-Kyoto”, disse a chanceler, reconhecendo que “em temas ambientais, nosso governo é bastante pragmático”.
é isso aí! bonzinho só se ferra!
Comentário por andré — outubro 31, 2008 @ 6:19 pm
O Presidente Fafael Correa fala em meio ambiente e ao mesmo tempo dissolve a Suprema Corte deles e nada faz para conter a onda de racismo qu impera em Quito. Nada sabemos dos cinco negros que foram presos em cárceres imundos, conforme relato de ONG. Onde stão eles? O que deles foi feito? E quanto a Odebrecht. O Governo Rafael Correa, lembrando o tempo dos piratas, apropriou-se, indebitamente, dos bens da companhia. É puro ato de dissimulação ele falar sobte meio ambiente. CVai no ridículo.
Comentário por CLAUDIO — outubro 31, 2008 @ 6:32 pm
Achei que o erro so fosse cometido pelos americanos. Nao ha America Latina e nem latinos. Os descendentes dos espanhois na America do Sul, America Central e America do Norte(Mexico) deveriam ser chamados de hispanicos(hispanics) e jamais de latinos. Ha cinco linguas que vem do Latin or Romantic Languages: espanhol, frances, italiano, portugues e romanian. Os espanhois, franceses, italianos, portugueses e romanians nao sao chamados de latinos.
Alem disso ha quatro paises na America do Sul que nao falam espanhol: Suriname, French Guyana, Guyana and Brazil(Brasil).
It’s more than time to stop mentioning Latin America and Latinos!!!
Comentário por Elsa Gehlen Greenhouse — novembro 1, 2008 @ 1:47 am